Um subdiretor de uma unidade prisional da Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap) foi exonerado do cargo, na última quarta-feira.
O afastamento do policial penal ocorreu depois de um detento do Presídio Plácido de Sá Carvalho, localizado no Complexo do Gericinó, na Zona Oeste do Rio , denunciar que o agente faria parte de um bando que pediu R$ 35 mil para não sequestrar a mulher do interno.
O subdiretor foi detido por homens corregedoria da Seap e levado para prestar esclarecimentos na 34ªDP (Bangu), sendo em seguida liberado. Ele era lotado numa penitenciária diferente da unidade onde o preso supostamente sofreu a tentativa de extorsão.
De acordo com reportagem exibida pelo Bom Dia Rio, da TV Globo, um comparsa do preso foi sequestrado, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. O interno teria recebido um telefonema na cadeia, quando foi exigido R$ 35 mil para que o homem fosse libertado. Segundo o portal de notícias G1, o detento declarou na delegacia que o pagamento foi efetuado. Os bandidos, no entanto, pegaram os contatos existentes no celular do homem que foi colocado em liberdade.
Pouco depois, o interno do Plácido de Sá Carvalho passou a receber telefonemas, em um celular que utilizava na cadeia, exigindo dinheiro para que sua mulher não fosse também sequestrada. O preso, então, ligou para sua esposa e a avisou, pedindo em seguida, que ela saísse de casa para evitar ser localizada pelo grupo sequestrador. Pouco depois, ele quebrou o telefone.
No último dia 14, o preso recebeu na cadeia um bilhete escrito pelos sequestradores. A mensagem foi repassada por outro detento, segundo o denunciante, a mando do subdiretor de um outro presídio . Procurada, a Seap informou que, na data acima, o policial penal entrou no Plácido de Sá Carvalho dizendo que iria conversar com o diretor da unidade. No entanto, ele acabou indo ao encontro de um preso que fazia a faxina
Ao saber da denúncia, a direção do Plácido de Sá Carvalho acionou a corregedoria. O subdiretor foi detido ainda no interior da unidade que visitava. Procurada, a Polícia Civil disse apenas que o caso foi registrado na 34ªDP. Ao Bom Dia Rio, o subdiretor negou as acusações e disse que sequer conhece o detento. E acrescentou ainda que vai provar sua inocência durante a investigação.
Já a Seap informou que abriu uma sindicância para apurar o fato. Abaixo, a íntegra da nota enviada pelo órgão." A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) esclarece que a detenção e condução de um subdiretor de unidade prisional à Delegacia Policial foram efetuadas pela própria Polícia Penal, tão logo a direção da unidade, onde ocorreu a tentativa de extorsão, soube do ocorrido. O subdiretor, suspeito do crime, foi imediatamente afastado e exonerado e a Corregedoria da Seap já instaurou sindicância interna para apurar os fatos."
